Linhas Digitais

Um dólar pelo seus pensamentos…

novembro 12, 2009
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Por Bruna Lima

Comenta-se que, no período histórico conhecido como Guerra Fria (1945 – 1991), os soviéticos tentaram desenvolver técnicas de controle mental de seus subordinados e dos soldados adversários. Até hoje nada foi comprovado em relação a isso, mas agora os norte-americanos parecem estar levando a sério essa novidade tecnológica. Esqueça os detectores de mentiras e os testes com polígrafos: o exército dos Estados Unidos da América criou um projeto para desenvolver os chamados “capacetes do pensamento” – eles teriam uma rede de sensores capazes de ler, em tempo real, o que a pessoa está pensando.

A ideia principal é usar esse aparelho para que os soldados possam se comunicar sem fazer barulho e controlar armas diretamente com o pensamento. Parece loucura? Pois veja só: já existe um aparelho, de US$ 300, que permite controlar jogos com a força da mente – basta “pensar” num movimento simples (como pular ou correr) para que ele seja reproduzido no videogame. Os militares querem construir um capacete bem mais sofisticado, com 10 vezes mais eletrodos, que consiga captar as palavras mentalizadas pelos soldados.

Segundo o neurocientista Elmar Schmeisser, um dos idealizadores do projeto, as mensagens seriam lidas em voz alta por um robô e enviadas aos demais soldados, que ouviriam tudo através de fones de ouvido instalados em seus capacetes. Além disso, experiências provaram que, aplicando campos magnéticos sobre o cérebro, é possível modificar as correntes elétricas que passam dentro dele – e, com isso, induzir sensações e alterar o comportamento das pessoas (deixando-as mais espertas, egoístas ou alegres, por exemplo). Assim, além de se comunicar telepaticamente e controlar armas com o pensamento, os soldados também poderiam receber ordens no cérebro – tudo graças ao “super capacete”.

Parece assustador, não? Resta saber se, caso o exército norte-americano realmente consiga desenvolver esse “capacete de pensamento”, saberá fazer uso consciente dele. Só o fato de ser projetado para fins militares já faz com que essa ideia tenha contornos de desastre. Afinal, sabe-se que a mente humana ainda é demasiadamente complexa para ser compreendida e manipulada. Segundo os americanos, a pesquisa vai levar pelo menos 10 anos para ser completada. O mais provável é que, até lá, algumas invenções arcaicas sejam incorporadas aos poucos no nosso dia a dia. Se é plenamente possível, ou se é para o bem ou para o mal, por enquanto ninguém sabe afirmar. O que mais podemos esperar é que o desenvolvimento tecnológico não atropele o bom senso humano.

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Tribo mostra desmatamento em mapa online

novembro 11, 2009
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Por Lígia Zampar

O cacique Almir Surui (http://www.youtube.com/watch?v=sxvM386ojpg&feature=related), da reserva indígena Sete de Setembro, acessou o Google Earth (http://earth.google.com/intl/pt/) pela primeira vez em um cibercafé. O primeiro lugar que ele procurou foi o mesmo lugar que procuramos quando acessamos pela primeira vez esse recurso do Google, a nossa própria casa. No caso de Surui, a aldeia liderada pelos Pater Surui, provocou espanto quando foi vista na telinha do cibercafé. A reserva Sete de Setembro, que ocupa 250 mil hectares nos estados de Rondônia e Mato Grosso, foi vista com uma grande mancha marrom, que indicava uma área de desmatamento.
Foi com a primeira ação de espanto que veio a reação do cacique: “Senti que estava em um mundo novo, que podia transmitir a consciência do meu povo para todos. Aquela tecnologia, que leva você de um canto para outro sem sair do lugar, reduzia dias de caminhada a apenas alguns segundos. Era algo diferente. Fazia sonhar e planejar ações” .
Surui teve contato com a ONG Equipe de Conservação da Amazônia (ACT) (http://www.equipe.org.br/noticia.php?id=64) e decidiu ir para os Estados Unidos procurar o Google para mostrar ao mundo por meio da tecnologia da Internet, o descaso do poder público com a preservação das terras indígenas e da Amazônia.
Com a parceria com o Google Earth Outreach, os índios da reserva receberam computadores, smartphones e aparelhos de GPS para colocar, eles mesmos, os seus costumes no mapa. A idéia principal é que no momento em que os índios verificarem um foco de retirada de madeira ilegal na região, eles mesmos coloquem fotos e vídeos no You Tube (http://www.youtube.com/) que serão agregados no Google Earth e serão disponíveis para todos.
O diretor da ACT Brasil, Vasco van Roosmalen, afirma que “os mapas online também permitem que se conheça melhor o território indígena, com marcadores com informações sobre quais os lugares em que os surui caçam, pescam e seus pontos sagrados. Isso é importante para a preservação da tradição”.
A cineasta Denise Zmekhol fez um minidocumentário, o “Trocando Arcos e Flechas por Laptops”, que retrata a saga dos índios com o Google, com a tribo que “saiu da idade da pedra e deu no mundo digital em 40 anos”. O Google Earth é uma ferramenta poderosa que reduz distâncias e interliga pessoas com interesses semelhantes, e com a web, une o mesmo mundo em uma enorme aldeia.


EU JÁ SABIA!

novembro 10, 2009
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Por Oscar Fujiwara

A primeira coisa que fez ao chegar em casa de viagem foi ligar o computador e acessar seu Orkut. Estava louco para postar aquele monte de fotos do litoral nordestino. Praias maravilhosas, muitas amizades e alguns rabos de saia fizeram a sua alegria. Dois memory cards de 1 gigabyte não foram suficientes para registrar todos os momentos daquela aventura de verão, a cada experiência nova eram mais cliques e flashes. Queria guardar as imagens, nem tanto para si, mas para mostrar a todos, principalmente aos amigos, como aquela trip foi alucinante.

Conectou a sua máquina de 12.1 megapixels pela entrada USB e começou a descarregar todo o conteúdo. Trabalho finalizado, iniciava agora a seleção das fotos que iriam compor o seu novo álbum no site de relacionamentos: “Que viagem: Nordestão!”. Não poderiam faltar a aquelas clássicas imagens que tirou de si próprio, de preferência usando óculos escuros e sem camiseta. Achava que ficava sexy daquele jeito, que as meninas iriam perceber o esforço da academia. As legendas também eram essenciais, afinal ninguém iria saber se aquela praia era a de Boa Viagem ou Jericoacoara, Porto de Galinhas ou Trancoso.

As fotos tradicionais da vida noturna também não foram esquecidas. A mesa de bar cheia de caipirinhas, batidas e garrafas de cerveja vazias, rodeada de mulheres aparentemente belíssimas (maquiagem de noite engana), mostrariam como ele é um cara descontraído e baladeiro, além de pegador é claro, apesar de não ter seduzido nenhuma das beldades naquela noite. Melhor deixar que as pessoas imaginassem o que quisesseem.

Não poderia esquecer dos vídeos. Não foi à toa que comprou uma máquina fotográfica com funções de câmera, gravador de voz e webcam. O passeio de bug nas dunas ficou com a gravação perfeita. Que sorte! Quem assistir vai praticamente sentir a brisa quente no rosto e os grãos de areia entrando nos olhos. A noite na qual dançou axé em cima do palco daquela balada tampouco poderia ficar de fora. A galera iria delirar com aquela cena. Depois de ficar quatro horas em frente ao PC  e de postar cinco vídeos e 200 fotos, resolveu dormir. Ainda eram 9 horas da noite, mas seus olhos estavam muito cansados.

No dia seguinte, um sábado, ligou para os amigos mais chegados e os convidou para um almoço em sua casa. Queria matar as saudades, mas também aproveitar para mostrar as fotos da viagem e contar cada detalhe, é lógico. Terminada a refeição chamou todos para a sala e começou o slideshow, com a seleção das melhores imagens.

–         Essa praia aqui é… – nem mesmo terminou a frase e já foi interrompido.

–         Não é a de Boa Viagem? Muito bonito esse lugar. – perguntou afirmando um dos amigos

–         Essa mesmo. Maravilhoso lá. Essa outra praia é a de…. – era a segunda vez.

–         Porto de Galinhas? – certo novamente.

–         Exato. Essa foto eu tirei junto com um vendedor de côcos muito famoso, o… – como era possível? Sua empolgação decrescia cada vez mais.

–         Deve ser aquele Wandinho do Côco. – 100% de acerto.

Ao longo da exibição das fotos restantes a mesma situação se repetia. Quando um não sabia era quase certo que o outro tinha o final de cada frase na ponta de língua. Ele não queria mais mostrar nenhuma imagem, estava ficando indignado com aquela falta de respeito. Resolveu partir para os vídeos.

–      Essa noite foi insana. Vocês não vão acreditar, mas eu…

–         Ahh! Foi o dia que você dançou em cima do palco??

–         É… Porra até isso vocês sabem? Como assim?

–         Eu entrei no seu Orkut ontem de noite e avisei todo mundo que estava online que você tinha colocado as fotos da viagem. Eu não estava fazendo nada mesmo, resolvi ficar xeretando.

–         Deixa eu mostrar essas fotos que eu não postei então.

–         Ahh, nem precisa mostrar, já vimos bastante. E além da viagem o que mais de novo?

–         Ah, fora a viagem, não tem muita novidade não.

–         ….

–         ….

–         Que calor hein! Estava quente assim lá?

–         Teve um dia que fez…

–         Ah é! Aquele dia em São Luís a temperatura chegou a 42 graus! Lembrei daquela foto que você tirou do termômetro de rua! Não acreditei quando vi. Achei que era montagem!!

–         Ah é… Você viu… lógico…


Publicado em Linhas Tortas

Quem inventou o telefone??

novembro 10, 2009
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Por Kauana Neves

Aqueles que pensaram em Alexander Graham Bell, enganaram-se. Há muitas controvérsias sobre a autoria do invento, mas, em 15 de agosto de 2002, o Congresso dos Estados Unidos reconheceu que o primeiro aparelho foi criado pelo italiano Antonio Meucci e foi chamado “teletrófono”. Reza a lenda que, entre 1850 e 1862,  bem antes de Graham Bell, Meucci construiu mais de 25 protótipos de telefones. Os créditos só foram dados a ele, recentemente, porque ele era muito pobre e não teve dinheiro pra registrar a patente de sua invenção na época. Especula-se que uma importante empresa de comunicação, a Western Union Telegraph, funcionários ligados ao serviço e o próprio Graham Bell teriam dado a ele a patente e o dinheiro da invenção. Meucci lutou na Justiça até o final do século XIX, mas morreu sem receber os créditos pelo invento.

Entre as versões apresentadas para a realização do projeto, a primeira defende que o italiano era um pseudo-médico que usava pequenos choques elétricos para tentar curar seus pacientes. Certo dia, ao ligar fios na boca de um doente, Antonio Meucci teria percebido que a geringonça que usava para os choques havia transmitido através da eletricidade os gemidos de seu cliente. A outra versão fala que Meucci criou o telefone com a necessidade de comunicar-se com sua esposa, que era doente e por isso vivia na cama no andar de cima da casa. O laboratório de Meucci ficava no térreo e para trabalhar e cuidar da mulher ao mesmo tempo, ele desenvolveu o telefone para que sua esposa pudesse chamá-lo sem precisar gritar ou sair da cama. E, em 1860, fez as primeiras demonstrações públicas do “teletrófono”.

 

Enfim, polêmicas à parte, no Brasil, o primeiro telefone chegou em 1877 no Rio de Janeiro. E ainda é uma das ferramentas comunicacionais mais importantes no dia-a-dia do homem moderno.


Publicado em Linha do tempo

Com quais propósitos?

novembro 7, 2009
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 Há uma semana no ar, Linhas Digitais passou por sua primeira experiência.  Durante essa primeira semana, acompanhamos a história da criação dos carros de fórmula 1, tivemos como sugestão de leitura o livro que relata a ditadura no Chile, sinal de esperança com a vacina contra a AIDS e também um alerta sobre suas consequências, e fechamos com a crônica que questiona: será que somos espionados pela internet? Msn, blog, orkut, twitter… Qual é o propósito de tudo isso?

Taí, esse foi o questionamento colocado pelo Linhas Digitais em sua primeira semana? Qual é o propósito de tudo isso? Qual é o propósito de criar carros velozes de corrida? Quais serão as consequências e a quem uma vacina contra a AIDS beneficiará? Será que vivemos sob constante vigilância a partir do momento que usamos a internet? Então a ditadura relatada no livro de Isabel Allende  não acabou? Continuamos sendo controlados mas de maneira diferente?

Pare para pensar, leitor… Afinal, qual é o propósito de tudo isso?

Boa leitura, e até semana que vem!

 

Linhas Digitais é uma produção do terceiro ano de jornalismo matutino da Universidade Estadual de Londrina (UEL). O blog Linhas Digitais está sob a coordenação da professora Rosane Borges, docente do departamento de Comunicação Social da UEL.


Publicado em Editorial

Da janela virtual

novembro 5, 2009
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Por Ana Soranso

Nome, apelido, gostos, idéias, fotos com a galera, opiniões. Tudo. Exatamente tudo o que sentimos, achamos e fazemos está disposto nessa vitrine virtual que lhes apresenta este texto. A janela do indivíduo para o mundo e do mundo para o indivíduo. Talvez tudo isso não passe  de uma espionagem.

Todos nós estamos dispostos a espionagem. Mas espionados por quê  e por quem?

A todo momento estamos preenchendo algo na internet. Pode ser para criar um e-mail ou mesmo um teste para saber se ele é o cara certo, mas a todo momento estamos sendo rastreados. Sorria você está sendo rastreado!

Às vezes tenho a sensação de estar sendo vista. Observada! Percebeu alguma coisa? Tem certeza?

Na verdade, esta janela na qual olho agora, parece que o tempo todo me observa. Continue olhando para ela. Percebe como ela te encara?

Ela te dá uma vista para o mundo, mas o mundo também te vê através dela. Isso é estranho. A todo momento é como se eu estivesse sendo observada. O que foi isso? Ah…Nada, foi só um spam.

Outro cadastro. Para que tanto cadastro? Como você sabe que esse não é meu CPF? Claro que é! Ah, não é mesmo, bati um número errado. Mas como você sabe disso. Parece que a janela viu o CPF em minhas mãos. É como se ela me observasse.

Como é que os responsáveis por essa propaganda descobriram o meu e-mail? Mas eles são de outro estado. Eu nunca estive em Minas Gerais! Então como eles sabem meu e-mail? Que estranho. Me sinto como se estivesse sendo observada.

O que foi isso agora? Ouviu? Não?! Ouvi sim! Opa! É só o Marcelinho chamando minha atenção no MSN. Acho que é aniversário do Robson, pois tem um bolinho na frente do nome dele. É melhor confirmar no Orkut. É mesmo. O bom é que assim não há como esquecer. A Vivian está com fotos novas. Ela foi para alguma praia. Exibidinha essas fotos. Só porque tem um corpão. A Bruninha é que está gordinha. Precisa de uma academia. Coitadinha!

O que? O que está acontecendo? Vai explodir o meu PC! É um vírus!!! Como um vírus entrou no meu computador? Alguém o enviou pra mim? Ou será que veio naquele arquivo do novo álbum da Nação Zumbi que eu baixei?! Ah não! NÃO!!!

Justo agora que eu estava lendo as mensagens do Marcelinho no Orkut. Tinha que apagar assim janelinha?!

Janelinha danada. Acho que ela estava o tempo todo me observando…


Publicado em Fora da Linha

Vacina para HIV?

novembro 4, 2009
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Pioneirismo

 Grupo da USP é o primeiro a desenvolver vacina que mira “trechos fixos” do vírus HIV

 HIVBr18 passou por checagens de laboratório com resultados inéditos

Por Vinícius Berzi

Fonte: G1 Ciência & Tecnologia

 

 
 

Pesquisadores Pioneiros

Com a definição de trechos fixos o imunizante brasileiro pode ser um dos mais eficazes dentre os trinta que já passaram pelo crivo clínico.

Cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) estão desenvolvendo uma vacina contra o HIV, o vírus da Aids, baseados em um plano só testado no Brasil. De aproximadamente 200 conceitos de imunizantes anti-HIV imaginados ao longo de 25 anos de luta contra a doença, o desenho da HIVBr18 é o único que mira  trechos do vírus que não passam por mutações. Com a identificação desses alvos fixos, o imunizante brasileiro pode chegar a ser mais eficaz do que os quase 30 que passam atualmente pelo crivo dos ensaios clínicos.

“Nenhum conceito de vacina contra a Aids usa as premissas que estamos usando”, disse o especialista Edecio Cunha-Neto, chefe do Laboratório de Imunologia Clínica e Alergia da USP e da equipe que desenvolve a nova vacina. “Além disso, nós temos a propriedade intelectual da vacina, pois, até o momento, o desenvolvimento foi totalmente realizado em nosso País”, completa o pesquisador. A patente da HIVBr18 foi depositada no Brasil em setembro de 2005, e nos Estados Unidos e na União Europeia em 2007.

Brasileiro teme que vacina preventiva de Aids incentive comportamento de risco

Testes com vacinas contra a AIDS na Tailândia tem 26% de eficácia. Mas para Dirceu Greco é preciso tomar cuidado com a euforia e manter cautela.

E se as pessoas passassem a abandonar o uso de preservativos quando uma vacina de prevenção à Aids entrasse no mercado?

Esse foi o primeiro sentimento do professor Dirceu Greco, uma das maiores autoridades brasileiras em pesquisas de Aids, quando soube do estudo americano-tailandês que resultou em uma vacina com 26% de eficácia na redução das chances de contrair o vírus HIV, causador da doença.

Greco concorda que a vacina, sem dúvidas, trouxe um alento e é sinal de avanço. No entanto, ele alerta para a sensação de invunerabilidade que a vacina pode trazer. O pesquisador lembra que a camisinha previne não só a AIDS como outras DSTs. “Para os países com pouco acesso à informação, corre-se o risco de se perder o controle e cada um fazer o que quer, sendo que os preservativos não preservam apenas do risco de contrair AIDS, mas de um monte de outras doenças tão perigosas quanto ela”, atenta Greco.


Mais amor do que sombra…

novembro 3, 2009
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Por Luiza Calegari

“Esta é a história de uma mulher e de um homem que se amaram plenamente, salvando-se assim de uma existência vulgar. Eu a levei na memória conservando-a para que o tempo não a desgastasse e é só agora, nas noites silenciosas deste lugar, que finalmente posso contá-la. Eu o farei por eles e por outros que me confiaram suas vidas dizendo: toma, escreve, para que o vento não o apague”.
(Isabel Allende)

Esta epígrafe não podia ser mais significativa. O romance De amor e de sombra (Difel, 1984 – 303 págs) é o segundo da carreira de Isabel Allende, escritora de nacionalidade chilena, filha de diplomata e sobrinha de ninguém menos que o presidente Salvador Allende, morto no golpe militar que levou o ditador Augusto Pinochet ao poder no Chile.

A história de golpe militar e o subsequente período de ditadura é um marco na vida de Isabel Allende, que foi obrigada a se asilar na Venezuela, e uma característica muito forte em vários de seus romances. Embora nenhum deles seja espacialmente localizado em um país específico, a situação política da ditadura pode ser atribuída a qualquer país latinoamericano na década de 80.

O fio condutor da narrativa é o romance entre Irene Beltrán e Francisco Leal. Mas a autora, sabiamente, enfoca de maneira tão envolvente as histórias paralelas na trama, que o leitor se sente transportado à realidade fantástica de Allende. Às trevas do período ditatorial e dos abusos militares, são contrastadas a sensibilidade e a paixão que costumam brotar e se exacerbar em meio às trevas.

E, apesar do cenário sombrio e das descrições grotescas que permeiam a obra, a mensagem que se fixa é de amor e esperança. Não havia como esperar algo diferente do livro cuja tour de divulgação levou a autora a conhecer seu segundo marido, fã confesso de sua obra literária. E nem havia como esperar algo diferente da autora que começou a escrever ficção por aconselhamento de ninguém menos que Pablo Neruda.


Publicado em Linhas Tortas

Asas para não voar

novembro 2, 2009
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O automobilismo começou a ser praticado pelas montadoras de carros, com intuito mostrar ao público que seus modelos são mais eficientes que os da concorrência, bem como para testar inovações tecnológicas e verificar sua eficácia nas pistas antes de incluí-las nos carros produzidos em série, os chamados carros de rua.


Publicado em Linha do tempo

Enfim, aqui estamos!

setembro 29, 2009
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Pois é, cá estamos! Primeira edição, primeiros textos, e primeiros leitores. Minutos depois de ler os primeiros posts encaminhados ao meu e-mail, surgiu a dúvida: o que eu gostaria que os primeiros blogueiros que aqui viessem soubessem sobre nosso blog?


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Blog da turma 4º ano de Jornalismo matutino, da Universidade Estadual de Londrina - UEL

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