Linhas Digitais

Você, cidadão-jornalista, tuba?!

novembro 25, 2009
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Por Fernanda Souza

O YouTube, maior site de vídeos da internet, tem a mais nova ferramenta de jornalismo amador na internet: o YouTube Direct (http://www.youtube.com/direct). Uma plataforma em que cidadãos comuns podem enviar vídeos a serem utilizados por agências de notícias.

 As agências ABC News, The Huffington Post, NPR, Politico, The San Francisco Chronicle, The Washington Post e a WHDH-TV/WLVI-TV de Boston já aderiram ao YouTube Direct.

Mas, quem ver a novidade do YouTube Direct e pensar que vai poder exercer a prática jornalística e ser observado por corporações de comunicação do mundo todo, engana-se. Não é por aí que vai ficar fácil conseguir uma tão querida e glorificada vaga no mercado de trabalho. Pelo menos não é esse o foco da proposta.

É simples. Aquela tragédia, que geralmente tem alguém passando e grava no celular ou na câmera digital poderá agora ser postada em um ou vários canais a mais para divulgação. Não só a tragédia, espera-se.

Os vídeos caseiros sobre grandes acontecimentos já são utilizados no Brasil, por exemplo,  em noticiários locais, regionais e nacionais na televisão e na internet, a diferença é que ao ter seu vídeo na ‘telinha’ da TV, é bem provável que ele não tenha sido ‘doado’ para a organização, se é que vocês me entendem.

Também longe da discussão da exigência ou não de um diploma de jornalismo, a liberdade de expressão no caso vai recair na complexidade, qualidade e credibilidade dos vídeos enviados. As agências de notícia ou demais interessados (já que, como nos mostra o próprio YouTube, o Direct pode ser usado por qualquer site ou organização procurando conteúdo), vão receber milhares ou milhões de vídeos todos os dias, do mundo todo, sobre as coisas mais incríveis (críveis?).

As agências de notícia devem selecionar o material a ser ou não usado em seus sites. A credibilidade do conteúdo, por mais que o YouTube filtre seus “enviadores” ao pedir suas informações, ainda não será garantida, ou seja, quem for usar os vídeos como notícia, terá que ir atrás da informação e checá-la. Uma missão difícil para as pequenas organizações que se inscreverem para receber os vídeos. Um conteúdo a mais para os ‘gatekeepers’ (“selecionadores” de notícias) das grandes empresas de comunicação.

Não cair em uma mentira muito bem contada, com ótimas imagens e alta credibilidade, é um desafio. Por outro lado, ter as imagens certas ao alcance, o quanto antes, pode contribuir para o conteúdo dos sites de notícia. Além disso, mesmo com a plataforma nova, todos os videos devem ainda permanecer no site oficial do YouTube, para serem acessados por todos os usuários.

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Tribo mostra desmatamento em mapa online

novembro 11, 2009
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Por Lígia Zampar

O cacique Almir Surui (http://www.youtube.com/watch?v=sxvM386ojpg&feature=related), da reserva indígena Sete de Setembro, acessou o Google Earth (http://earth.google.com/intl/pt/) pela primeira vez em um cibercafé. O primeiro lugar que ele procurou foi o mesmo lugar que procuramos quando acessamos pela primeira vez esse recurso do Google, a nossa própria casa. No caso de Surui, a aldeia liderada pelos Pater Surui, provocou espanto quando foi vista na telinha do cibercafé. A reserva Sete de Setembro, que ocupa 250 mil hectares nos estados de Rondônia e Mato Grosso, foi vista com uma grande mancha marrom, que indicava uma área de desmatamento.
Foi com a primeira ação de espanto que veio a reação do cacique: “Senti que estava em um mundo novo, que podia transmitir a consciência do meu povo para todos. Aquela tecnologia, que leva você de um canto para outro sem sair do lugar, reduzia dias de caminhada a apenas alguns segundos. Era algo diferente. Fazia sonhar e planejar ações” .
Surui teve contato com a ONG Equipe de Conservação da Amazônia (ACT) (http://www.equipe.org.br/noticia.php?id=64) e decidiu ir para os Estados Unidos procurar o Google para mostrar ao mundo por meio da tecnologia da Internet, o descaso do poder público com a preservação das terras indígenas e da Amazônia.
Com a parceria com o Google Earth Outreach, os índios da reserva receberam computadores, smartphones e aparelhos de GPS para colocar, eles mesmos, os seus costumes no mapa. A idéia principal é que no momento em que os índios verificarem um foco de retirada de madeira ilegal na região, eles mesmos coloquem fotos e vídeos no You Tube (http://www.youtube.com/) que serão agregados no Google Earth e serão disponíveis para todos.
O diretor da ACT Brasil, Vasco van Roosmalen, afirma que “os mapas online também permitem que se conheça melhor o território indígena, com marcadores com informações sobre quais os lugares em que os surui caçam, pescam e seus pontos sagrados. Isso é importante para a preservação da tradição”.
A cineasta Denise Zmekhol fez um minidocumentário, o “Trocando Arcos e Flechas por Laptops”, que retrata a saga dos índios com o Google, com a tribo que “saiu da idade da pedra e deu no mundo digital em 40 anos”. O Google Earth é uma ferramenta poderosa que reduz distâncias e interliga pessoas com interesses semelhantes, e com a web, une o mesmo mundo em uma enorme aldeia.


Vacina para HIV?

novembro 4, 2009
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Pioneirismo

 Grupo da USP é o primeiro a desenvolver vacina que mira “trechos fixos” do vírus HIV

 HIVBr18 passou por checagens de laboratório com resultados inéditos

Por Vinícius Berzi

Fonte: G1 Ciência & Tecnologia

 

 
 

Pesquisadores Pioneiros

Com a definição de trechos fixos o imunizante brasileiro pode ser um dos mais eficazes dentre os trinta que já passaram pelo crivo clínico.

Cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) estão desenvolvendo uma vacina contra o HIV, o vírus da Aids, baseados em um plano só testado no Brasil. De aproximadamente 200 conceitos de imunizantes anti-HIV imaginados ao longo de 25 anos de luta contra a doença, o desenho da HIVBr18 é o único que mira  trechos do vírus que não passam por mutações. Com a identificação desses alvos fixos, o imunizante brasileiro pode chegar a ser mais eficaz do que os quase 30 que passam atualmente pelo crivo dos ensaios clínicos.

“Nenhum conceito de vacina contra a Aids usa as premissas que estamos usando”, disse o especialista Edecio Cunha-Neto, chefe do Laboratório de Imunologia Clínica e Alergia da USP e da equipe que desenvolve a nova vacina. “Além disso, nós temos a propriedade intelectual da vacina, pois, até o momento, o desenvolvimento foi totalmente realizado em nosso País”, completa o pesquisador. A patente da HIVBr18 foi depositada no Brasil em setembro de 2005, e nos Estados Unidos e na União Europeia em 2007.

Brasileiro teme que vacina preventiva de Aids incentive comportamento de risco

Testes com vacinas contra a AIDS na Tailândia tem 26% de eficácia. Mas para Dirceu Greco é preciso tomar cuidado com a euforia e manter cautela.

E se as pessoas passassem a abandonar o uso de preservativos quando uma vacina de prevenção à Aids entrasse no mercado?

Esse foi o primeiro sentimento do professor Dirceu Greco, uma das maiores autoridades brasileiras em pesquisas de Aids, quando soube do estudo americano-tailandês que resultou em uma vacina com 26% de eficácia na redução das chances de contrair o vírus HIV, causador da doença.

Greco concorda que a vacina, sem dúvidas, trouxe um alento e é sinal de avanço. No entanto, ele alerta para a sensação de invunerabilidade que a vacina pode trazer. O pesquisador lembra que a camisinha previne não só a AIDS como outras DSTs. “Para os países com pouco acesso à informação, corre-se o risco de se perder o controle e cada um fazer o que quer, sendo que os preservativos não preservam apenas do risco de contrair AIDS, mas de um monte de outras doenças tão perigosas quanto ela”, atenta Greco.


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Blog da turma 4º ano de Jornalismo matutino, da Universidade Estadual de Londrina - UEL

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