Linhas Digitais

Batuque sem limites | novembro 17, 2009

Por Renan Teixeira

Desde o seu surgimento, por volta da década de 1920, no formato estrutural pelo qual é conhecida hoje, a bateria é um dos instrumentos musicais que mais dão trabalho e dor de cabeça a seus adeptos e praticantes. Isso devido às inúmeras peças, a maioria em tamanhos grandes, componentes da bateria, que dificultam o transporte e comprometem a sua funcionalidade. Além disso, é um dos instrumentos que mais exigem investimentos, uma vez que as peças têm vida útil curta e normalmente possuem preços altos. Não à toa, é muito mais comum ver iniciantes musicais que escolhem o violão ou a guitarra como o primeiro instrumento.

Antigamente era ainda mais complicado. Até o início do século 19, bandas e orquestras utilizavam instrumentos de percussão de forma separada. Um integrante tocava o bumbo, outro, a caixa, e os pratos ainda marcavam o ritmo paralelamente. Com a implementação do pedal, idealizado em 1910 por Willian F. Ludwig, e de ferramentas como a estante de caixa – antes elas eram apoiadas em cadeiras ou utilizava-se uma correa dependurada no ombro -, não era mais necessária a divisão de funções para promover o batuque em sintonia. Surgia, assim, a bateria, que se tornou um instrumento de prática individual e que, desde então, não parou de evoluir.

A bateria é basicamente composta por:

– Pratos: ataque, chimbal e condução

– Tambores: caixa, tons, surdo e bumbo

Na figura abaixo a imagem de uma bateria convencional e suas peças:

 

 Foto: www.cifraclube.terra.comFoto: www.cifraclub.terra.com

 

Já nos anos 80, aparecem as primeiras baterias eletrônicas, que na época representavam uma tecnologia bastante avançada para a música. Com ela é possível utilizar sons pré-programados e os chamados samplers, sons armazenados em memória digital que podem ser reproduzidos a qualquer momento de acordo com o arranjo musical desejado. O ponto positivo é que cada componente pode ter o volume regulado conforme o gosto do usuário. Apesar de ter um preço elevado, essa espécie de bateria também surgiu como uma alternativa para o problema do barulho causado pelo instrumento, que tanto incomoda vizinhanças mundo afora, além disso, não necessita da troca constante de peças como no modelo convencional.

                            Foto: Mundomax.com.br

Na era digital: exemplar de uma bateria eletrônica

Quem tem uma bateria, aqueles que praticam, já praticaram, ou simplesmente simpatizam com o instrumento, conhecem bem os transtornos causados pela batera. Não é fácil achar um espaço bom para montá-la, pior ainda é carregá-la para outro local quando se precisa. O barulho, então, é algo indiscutível. Moradores de apartamentos ou ‘apertamentos’, principalmente, sofrem com todos esses problemas juntos.

Dos problemas, e de um cenário de evolução constante, pariu-se uma solução muito eficiente para quem quer estudar o instrumento mas não pode tê-lo em casa: as baterias de estudo, conhecidas como “praticáveis”. São réplicas montáveis-desmontáveis, em um kit que inclui as estruturas básicas de uma bateria comum (conforme foi demonstrado). Normalmente são compostas por pads, placas amortecidas de borracha que emitem sons neutros e alcançam um bom nível de rebote ou resposta. Compacta, silenciosa e com um preço bem mais em conta que uma bateria eletrônica – uma bateria de estudo varia entre 150 e 300 reais -, essas baterias estão ganhando cada vez mais espaço entre os praticantes. No Brasil, a produção das praticáveis ainda engatinha.

Em Londrina, recentemente, surgiu uma marca que começa a ganhar força neste segmento. A bateria praticável Gorilla foi idealizada na cidade e agora começa a atuar no mercado. Waldner Fernandez (Didi Fernandez), baterista da banda londrinense de metal, Subtera – radicada em São Paulo há alguns anos – é um dos representantes e divulgadores da marca.

                           Foto: institutomusicalfabioschneider.blogspot.com

A bateria de estudo: solução prática e econômica para o barulho

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Publicado em Fora da Linha

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Blog da turma 4º ano de Jornalismo matutino, da Universidade Estadual de Londrina - UEL

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